Home Data de criação : 07/05/13 Última atualização : 11/10/26 07:01 / 5 Artigos publicados

Saudades...  escrito em domingo 22 julho 2007 11:54

Hoje me lembrei dele, não sei o porque. Mas lembrei.

Já se passaram tanto tempo... E ele ainda está na minha memória.

Aquele perfume que parecia grudar no meu nariz, o seu jeito de fumar sempre a companhia de uma xícara de café que ele mesmo fazia, o seu olhar que despertava um leviano mistério, o seu jeito tão patético de ser.

Lembrei-me dele, mas não consegui me lembrar de sua fisionomia.

Não era dos mais feios, tampouco belo.

Mas era meu.

Mesmo que só em minha mente.

Eu sei que o possuía, de alguma maneira eu podia sentir isso.

E sei que ele também sentia.

Ele não foi, nem nunca vai ser o amor da minha vida.

Não seria de meu gosto. Muito menos o dele.

Mas eu o quis, e talvez ainda queira.

Poderia ao menos vê-lo. E levar alguma almofadada como de costume. HAHAHA.

Mas em tais circunstâncias seria impossível.

Ele escolheu como traçar seu futuro, e eu, não estava presente em tais planos.

Mas amor, se algum dia quiser voltar, certamente será bem-vindo.

Só não esqueça de trazer uma cafeteira, porque eu fiz o favor de quebrar a que tinha aqui.

E feche a porta, apague a luz e coloque seu CD favorito, que ainda não saiu do lugar que você deixou.
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Vamos falar de Amélie.  escrito em sexta 20 julho 2007 14:28

Olha, eu nunca fui do tipo de pessoa que leva desaforo pra casa.

E acreditem, isso não é bom.

Estouradinha desde pequena, tudo tem que ser do meu jeito,

Se não é, já dou uma estourada básica, e acabo machucando alguém que não tem nada ah ver com a estória.

E quando pisam no meu calo então? Ahá.

Abaixo meu nível completamente e humilho a pessoa até seu último fio de cabelo. 

Agora já tem uma coisa pior ainda do que mexer comigo: Mexer com as minhas amigas.

Por aquelas lá, eu coloco a mão no fogo, e qualquer um no fogo também. Pode acreditar.

Pois é, eu sou assim.

E muitas (ou todas) inimizades que tenho, são frutos disso.

Se alguém pedisse pra eu me definir, só diria uma palavra: Intensa.

Pra mim é 8 ou 80. Ou é ou não é.

Ou eu gosto de você, ou não. Nada de "Ah, aquele lá não fede nem cheira."

Ou eu te quero com todas as fibras do meu ser, ou bye bye honey.

Ou eu bebo pra cair, ou eu não bebo nada.

Tem que ser por completo se é que vocês entendem. Nada de restos ou pedacinhos.

Por mais que seja estranho é eu sei que é. Eu gosto de ser assim.

E gosto excessivamente. 

Bem que poderia achar um cara assim.

Afinal, eu sou assim.

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Superficialismo  escrito em terça 15 maio 2007 20:21

Ando pensando muito sobre o quão superficiais são certas pessoas as quais convivo todos os meus dias, desde os dois anos de idade. Tudo bem que só pelo fato de estudar em uma escola particular, nós somos obrigadas a ter uma certa relação com aqueles seres extremamente fúteis. Porém, não são duas ou três, são quase todas. E isso tá me sufocando, tá me cansando.

Eu AMO, aquele colégio, mais tem uma hora que agente não aguenta mais, o mesmo cheiro, as mesmas caras, as mesmas brincadeirinhas idiotas, as mesmas coisas.

Sempre.

E algum dia eu vou explodir (de novo), só que agora de vez.

Sabe aquele tipo de gentinha medíocre que julga pelo tipo de marca de roupa você usa? Ou então pelo corte do seu cabelo? É na cara dessas criaturas que eu tenho que olhar todo dia, e me segurar ao máximo que puder para não socar até sair sangue, pelo menos o sangue deve ser de verdade, né? Afinal, todo resto é falso. Eles são falsos com eles mesmos, se escondem atrás do dinheiro e da putaria só pra dizer que tem "glam". 

Cansei de viver nesse mundo superficial, onde as pessoas vivem em busca de status. Talvez tenha cansado de mim mesma, ou talvez a superficial dessa história toda seja eu. Agora esse resto eu espero com todas as minhas forças, que levem um tapa, mais um tapa BEM gostoso da vida. E não tenho dúvidas nenhuma que isso, eles hão de levar.

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Tédio  escrito em segunda 14 maio 2007 14:48

Esse fastio está definitivamente me cansando, está me consumindo em um tom tão colossal que vocês não teriam idéia. 

Sozinha, sem ter o quê fazer, vazia. Hoje eu queria me contentar comigo mesma, mas não dá. Cansei de caminhar milhas e milhas procurando uma coisa que nem eu sei o quê é. Agora não estou me sentindo mais aquela adolecente que sempre estava pensando em alguém, que ocupava a cabeça com qualquer coisa superficial, eu poderia estar deitada na minha cama escutando Carpenters e pensando naquele menino. Entretando não existe mais "aquele menino" e nem qualquer outro que possa ocupar minha cabeça, nada mais ocupa minha mente. Nem eu mesma. E isso não é bom, talvez até seja, mais não agora, não mesmo.

To sem inspiração, ainda mais com esses inúteis que não pararm de me encher no MSN, já os teria bloqueado se não fosse esse sentimento que tanto odeio chamado dó. Acho que a única coisa que me resta fazer agora e ir deitar na minha cama e escutar Carpenters pensando em mim mesma. Talvez, como diria aquele poeta, que por sinal eu amo, eu precise mesmo de uma ideologia pra viver, já que eu não to me bastando.

 

 

 

 

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Pseudo Doentes  escrito em segunda 14 maio 2007 13:58

Esse tempo atrás andei pensando em coisas tão absurdas que fiquei impressionada comigo mesma, talvez estava meio carente, mais enfim, comecei a me achar gorda, feia e mais essas coisas fúteis, então entrei em uma comunidade chamada "Seu estômago não está roncando, está aplaudindo", com a finalidade de achar pessoas que se sentiam como eu.

Conversando com algumas meninas, eu percebi a infantilidade de muitas, parecia que elas só estavam querendo aparecer, entende? Criavam perfis fakes de "annas e mias", adoravam falar que tinham bulimia ou anorexia, sendo que muitas não têm nada disso, elas tentam procurar dentro delas uma doença que não existe, talvez elas sejam doentes sim, mais uma doença bem longe de distúrbios alimentares, devem estar doentes de falta de atenção, por parte de todos, pais, amigos, efim.

O que elas não percebem é que a esência que cada uma tem dentro de si é o que importa, o que chama atenção, e definitivamente o que cativa de verdade as pessoas. Agora que eu parei para pensar, eu estou percebendo que é tão ridículo quem se preocupa em ser magra, bonita, peituda e bunduda, enfim, estar encaixada no padrão atriz-modelo-dançarina, sabe? Essas coisas que a sociedade define bom. Seja o que você é, não o que os outros querem que você seja.

Mais daí você para e pensa: "Mais se eu for uma gorda feia, ninguém vai me querer, eu não vou ter amigas e todos irão me rejeitar". É, realmente tem muuuita gente nessa merda que agente vive que pensa assim, mais baby, não é com elas que você tem que se preocupar, a não ser que você seja como eles, que pensam dessa maneira tão vulgar. Você vai ter sim amigas, namorados e o que for, mais você sendo do jeitinho que você é, porque você é o que você pensa, não o que seu corpo mostra.  Esses babacas não merecem sua atenção, seu amor, muito menos seu respeito.                                                                                                        

Eu costumo comparar as pessoas com um ovo, a casca agente joga fora, agente come o que tem dentro dele, agora se você se preocupa com a casca, talvez você também seja uma queridinha.

 

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